segunda-feira, 3 de junho de 2013
NOSSA 1ª LEITURA DELEITE - PNAIC/CAMAQUÃ
A LEITURA DELEITE COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO DE LEITORES
ü A inserção do momento da Leitura Deleite na sala
de aula permite ao aluno entender que em nossa vida lemos com várias
finalidades (seguir instruções, obter uma informação precisa, revisar
escrito próprio, aprender, etc.) e uma delas é a leitura só por
prazer, para nos divertimos e distrairmos;
ü Contribui para o alcance de um dos objetivos
atitudinais: a formação de leitores, pois desperta o gosto pela leitura;
ü A leitura deleite pode se tornar um entretenimento
saudável que ensina, informa e forma crianças e jovens, de uma forma motivante
e alegre.
ü Estimula a
imaginação e a curiosidade;
ü Faz as crianças terem acesso a vários textos
(e vários gêneros), conhecerem vários autores e estilos de escrita;
ü À medida que a prática da leitura se sedimenta
e se torna um prazer, que o leitor aprende a desfrutar, formulam-se juízos de
valor sobre os significados apreendidos, sobre a validade e adequação das
idéias, comparando-as com experiências e leituras anteriores.
•
ANTES DA LEITURA
1
- Motivar para leitura
-
Despertar a curiosidade
-
Desafiar
-
Despertar o interesse
-
Fornecer objetivos para a leitura
-
Sugerir atividades para após a leitura
-
Estimular a reflexão sobre as funções sociais do texto a ser lido
-
Apontar o prazer como um dos objetivos para leitura
-
Ativar conhecimentos prévios sobre o texto a ser lido
-
Ativar conhecimentos sobre o tipo de texto a ser lido
-
Ativar conhecimentos sobre o tema do texto a ser lido
-
Ativar conhecimentos sobre o autor do texto
-
Ativar conhecimentos sobre a função do texto a ser lido
•
DURANTE A LEITURA
1
– Formular previsões e perguntas sobre o
que será lido adiante
-
Criar expectativas para continuidade da leitura
-
Ativar conhecimentos prévios sobre o tema abordado
-
Recapitular, de forma resumida, o que já foi lido
-
Checar se está havendo compreensão
-
Explorar pistas lingüísticas do texto
-
Monitorar o processo de leitura
-
Verificar se a estratégia de leitura adotada está sendo eficiente
-
Esclarecer dúvidas sobre o texto
-
Interromper a leitura quando a criança solicitar, para esclarecer dúvidas
-
Levantar hipóteses sobre o que o autor está querendo dizer, para checar durante
a continuidade da leitura
-
Consultar dicionário quando necessário
-
Reler o trecho que está parecendo mais difícil
APÓS
A LEITURA
-
Extrair a idéia principal
-
Explicar o que é idéia principal, mostrando exemplos com outros textos
-
Relacionar idéia principal e objetivo da leitura
-
Comparar diferentes posições sobre qual seria a idéia principal de um texto
(duplas, trios...)
-
Debater sobre a idéia principal de um texto com o grande grupo
-
Elaborar resumo
-
Resumir oralmente um texto
-
Registrar (coletivamente) o resumo oral produzido
-
Comparar os resumos produzidos por diferentes alunos
-
Realizar resumo de outro resumo
-
Responder a perguntas sobre o texto
-
Perguntas literais (respostas explicitamente dada no texto)
-
Inferências (respostas inferidas das relações entre partes do texto ou entre informações
textuais e contextuais)
-
De elaboração pessoal (respostas de opinião)
A LEITURA...
Era uma vez uma abelha que não sabia fazer mel.Na colméia havia umas 50 mil abelhas e Zuzu era a única com esse problema. Ela se esforçava muito, muito mesmo. Mas nada de mel... Todos os dias, bem cedinho, saía e com sua língua comprida, ela lambia as flores das árvores do pomar e levava seu néctar na boca. O corpinho miúdo ficava cheio de pólen, que ela carregava e largava, de flor em flor, de árvore em árvore. Zuzu fazia tudo direitinho. Chegava à colmeia carregada de néctar para produzir o mais gostoso e esperado mel... e nada!
Mas um dia, depois de muito voar de flor em flor Zuzu chegou em casa, e de sua língua saiu algo muito escuro.
- Que mel mais espesso e marrom? – perguntaram suas colegas operárias.
- Que nojo! - esbravejaram os zangões.
Todo mundo sabe que os zangões se zangam à toa, mas aquela história estava ficando estranha demais. Em vez de mel, Zuzu estava produzindo algo doce, mas muito esquisito.
- Ela deve ser expulsa da colméia! - gritavam os zangões.
Algumas abelhas começaram a zumbir e a zombar da pobre Zuzu, que ficou triste e chorou. Mas outras abelhas decidiram defender a abelhinha e ajudá-la.
O tempo passou... e um belo dia, um menino viu aquele mel escuro e grosso sobre as plantas próximas da colmeia. Passou o dedo, experimentou e, surpreso, disse:
- Que delícia. Esse é o mais saboroso chocolate que eu já provei na vida!
- Chocolate? Alguém disse chocolate? - indagou a rainha, que sabia que o chocolate vinha de uma fruta, o cacau, e não de uma abelha.
E para surpresa de todos, era mesmo um tipo de chocolate diferente, original, feito pela abelha Zuzu, ora essa, por que não...
Nesse momento, Zuzu, que ouvia tudo, esboçou um tímido sorriso, e todas as abelhas e zangões, zumbiram, mas agora de alegria e orgulho.
Foi então que a rainha teve uma incrível ideia de iniciar uma parceria. A colmeia fundou uma fábrica de pão de mel, juntando o mel das abelhas da colmeia e o diferente talento da abelha Zuzu para produzir uma deliciosa combinação de mel com chocolate.
Adaptação da Fábula de Katia Canton
O LIVRO DA VIDA - ALFABETIZAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA
Livro da Vida
O livro
da vida é uma das
técnicas de Célestin Freinet, pedagogo francês, que, como professor, aplicou-a
em suas turmas com o intuito de propiciar às crianças o registro da “livre
expressão”, relatando acontecimentos experimentados e vivenciados na turma no
cotidiano da escola, bem como na vida junto à sua família, amigos. Esse
registro se dá de múltiplas maneiras, atendendo a diferentes propósitos tanto
dos professores quanto das crianças. Tem a função de comunicar, informar e
socializar as novidades, conhecimentos e curiosidades, pode ser estendida à
família através do empréstimo do livro,
compartilhando a escola, a importância do registro e das atividades do
cotidiano (Silvana
Ortiz Vieira Ruiz[1]).
O livro da vida é um registro coletivo, com as
reflexões e indagações do grupo, registrando a questão mobilizadora do dia.
Também será um livro em se faremos o registro das situações que apreciamos ou
daquelas que precisamos pensar mais.
Este registro coletivo acontecerá diariamente e
poderá ser realizado por todos do grupo ou por um representante.
Para mobilizar a reflexão, sugerimos sempre
começarmos por uma questão que o próprio caderno de Formação Continuada propõe:
- Quais práticas formativas experimentadas
favorecem ou privilegiam o desenvolvimento das habilidades importantes para a formação
continuada, especialmente enquanto professores alfabetizadores?
Conforme a dinâmica de cada grupo, pode-se agregar
outras perguntas que o formador considera pertinente ou que o grupo gostaria de
registrar.
Para o último dia do curso, sugere-se acrescentar
outras perguntas:
- Quais critérios
eles adotam para julgar positivamente uma ação formativa?
- Quais conhecimentos
podem ser considerados importantes para a formação continuada que foram
estudados nessa etapa?
[1] RUIZ, Silvana
Ortiz Vieira. LIVRO DA VIDA: UMA PRÁTICA DE LETRAMENTO ESCOLAR NA
EDUCAÇÃO INFANTIL.
O VERDADEIRO VALOR DO ANEL
Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor,
que de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.
Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa e sem valor, que não tenho forças para fazer nada.
Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota.
Como posso melhorar?
O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor sem olhá-lo, disse:
Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-te.
Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois…
E fazendo uma pausa falou:
Se você ajudasse-me, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar-te.
C… Claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado, porém resolveu ajudar seu antigo professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse:
Monte no cavalo e vá até o mercado.
Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.
É preciso que obtenhas pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro.
Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações.
Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.
Entrou na casa e disse:
Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu.
Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
Importante o que disse, meu jovem… contestou sorridente.
Devemos saber primeiro o valor do anel.
Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.
Quem melhor para saber o valor exato do anel? Ele fabrica anel então sabe o seu valor…
Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dará por ele.
Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda…
Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar.
O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:
Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 50 moedas de ouro pelo anel.
50 MOEDAS DE OURO ???? – perguntou o jovem.
Sim, replicou o joalheiro.
Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente…
O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.
Sente-se – disse o professor.
Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:
Filho, você é como este anel, uma joia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por quem de fato entende de jóias. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
Todos somos como esta joia: valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Porém o que encontramos são pessoas que não sabem do nosso verdadeiro valor. O joalheiro falou o valor do anel porque ele entende de jóias. Não importa se alguém disse ou pensa que você não tem valor. O que importa é o que Deus e você pensa a seu respeito.
Você deve acreditar em si mesmo.
Sempre!
“Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem o seu consentimento.”
Se você mesmo não acredita em você e nem consegue enchergar o seu valor… então quem vai fazer isso por você?
Autor desconhecido.
"Vai mais longe quem tem um propósito e se
prepara para o impossível"!
Abraços no coração
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