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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DICA SAUDÁVEL...........E VALIOSA............Sorte de quem come

Se ela atrai sorte e prosperidade, vai da fé de cada um. Mas alguns benefícios da romã para a saúde estão mais do que comprovados. Nativa do norte da Índia e do Irã, a fruta de sementes vermelhas tem seu consumo associado à redução dos níveis de colesterol ruim (LDL), além de ser rica em vitaminas dos complexos A e B, que protegem a visão e fortalecem o sistema imunológico, respectivamente, explica a nutricionista Flávia Bulgarelli, da Universidade Federal de São Paulo. Possui também grandes quantidades de cálcio, fósforo e potássio e ainda tem propriedades anti-inflamatórias – daí o costume popular de fazer gargarejos com chá de romã para aliviar dores na garganta. Para completar, é superlight: tem apenas 56 módicas calorias a cada 100 gramas.

Afeganistão, Irã, Israel, Estados Unidos e Espanha estão entre os maiores produtores de romã. No Brasil, para onde foi trazida pelos portugueses, a época de romã cai na primavera e no verão. A planta, um arbusto que pode ficar bem alto se não for podado, entra frequentemente em projetos de paisagismo. “Ela prefere o clima subtropical, mas se adaptou bem a regiões com condições de verão e de inverno pronunciadas”, diz José Antonio Alberto da Silva, pesquisador científico de fruticultura da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). “Algumas espécies podem durar 200 anos, embora o auge da produção seja até os 15 anos”, completa. No restaurante Melograno (romãzeira, em italiano), o chef Eduardo Passarelli usa a romã para fazer a calda da sobremesa finestra (R$ 9), uma musse de chocolate branco. “A musse traz notas adocicadas bastante intensas e as notas cítricas da romã balanceiam essa doçura. No visual, o contraste do branco como grená fica lindo”, diz o chef. Para acompanhar o doce, Passarelli sugere uma cerveja frutada do tipo lambic. “Fica perfeito!”, garante.


Fotos Rogério Voltan
Finestra

(Receita de Eduardo Passarelli, do Melograno)

Rendimento 12 porções
Tempo de preparo 2 h (com o tempo de geladeira)


Ingredientes

Musse

500 g de
chocolate branco
picado;
130 g de açúcar;
300 ml de leite (aquecido);
5 gemas;
500 ml de creme de leite fresco.



Calda

1 romã grande;
30 ml de água;
30 ml de xarope
de romã;
30 g de açúcar.

Modo de fazer

Musse

1 Bata as gemas com o açúcar e acrescente o leite. Misture.
2 Leve ao fogo e, assim que levantar fervura, apague. Acrescente o chocolate picado e misture tudo até ficar homogêneo.
3 Bata o creme de leite no ponto de chantilly. Incorpore delicadamente a mistura de chocolate ao chantilly, sem que ele perca o aerado. Divida a musse em potinhos de vidro e leve à geladeira.

Calda

1 Abra a romã, separe várias sementes e esprema a polpa para extrair o suco da fruta.
2 Leve o suco de romã, o açúcar, o xarope e a água ao fogo e ferva até obter o ponto de calda.
3 Deixe esfriar, adicione as sementes reservadas e sirva sobre a musse.




EU SOU UMA APAIXONADA PELA REVISTA CASA CLAUDIA....ENTÃO ESTOU SEMPRE DANDO UMA ESPIADINHA, E AGORA JUNTOU A BELEZA E O SABOR DE UMA FRUTA CHARMOSA E MUITO EXÓTICA.......

FONTE: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI193856-16777,00-SORTE%20DE%20QUEM%20COME.html

domingo, 5 de dezembro de 2010


Ser educador é pintar o mundo de todas as cores
É poder fazer sorrir as crianças

É vê-las crescerÉ ajudá-las a aprender.

Ser educador é profissão de amor

E deixar em cada criança

A lembrança de um mundo melhor.

Ser educador é ser poetaÉ ser pintor,É ser palhaço,

É ser ator.

Ser educador é ser criança

É ser adultoÉ ter esperança.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

MENSAGEM PARA REUNIÃO DE PAIS





ENSINANDO INTEGRIDADE
Tania Zagury

Contou-me uma amiga que, outro dia, seu filho chegou em casa exultante... Afinal, não é sempre que se tira "dez" em Física... Ela percebeu, no entanto, que o professor havia se enganado na correção. Qual não foi sua surpresa quando ele lhe disse que não poderia, de forma alguma, apresentar o erro para revisão, porque "ninguém devolve nota"... Foi preciso muita paciência para convencê-lo. Tinha medo das "gozações" dos colegas.
Às vezes um fato corriqueiro nos faz perceber quantos difíceis dilemas as crianças terão que resolver, até que se tornem adultos íntegros.
Não faz muito tempo, ser "um bom menino" significava, como dizia o palhaço Carequinha, não fazer pipi na cama nem fazer má-criação, concluir o trabalho de casa com capricho, deixar o quarto mais ou menos arrumado, não falar palavrão, dirigir-se respeitosamente aos mais velhos; tarefas, enfim, razoavelmente simples de serem aprendidas. Isso porque valores como honestidade e integridade não estavam ainda em discussão.
Ser "um bom menino" hoje significa não apenas saber o que é certo ou errado, mas também conseguir se opor a atitudes que contrariam os princípios norteadores da sociedade – o que não é nada fácil nem para adultos, quanto mais para crianças e jovens.
Opor-se ao grupo e fazer escolhas adequadas demandam forte grau de segurança. Mais ainda: significam que nossos filhos têm que estar certos, em primeiro lugar, de que solidariedade, justiça e honestidade, por exemplo, não estão "fora de moda". Precisam, acima de tudo, acreditar que, mesmo quando parte dos homens não respeita esses princípios, não há a mínima condição de vivermos com segurança sem eles.
Como convencê-los, no entanto, se a TV, as novelas, as atitudes de muitos adultos, os jornais, alguns programas humorísticos e até certas músicas, os bombardeiam com mensagens antiéticas? Como convencê-los, se parte dos colegas, com os quais convivem, quebram vidraças, desrespeitam os mais velhos, picham muros, destroem o mobiliário das escolas, dirigem sem carteira aos dezesseis anos ou falsificam documentos para poder entrar nas boates antes da idade permitida em lei, por vezes com a anuência dos responsáveis?
Criar adultos dignos depende basicamente de duas coisas: da maneira pela qual nós, pais, vivemos o dia a dia e da confiança que temos nos valores que guiam nossas ações. Ou seja, é necessário não só sermos íntegros, mas também não duvidarmos da força dos nossos princípios. Quando crianças e jovens percebem nos seus mais fortes modelos segurança inabalável na retidão, na cooperação, na honra – independente do que estejam fazendo os vizinhos, parentes e amigos – eles muito provavelmente também acreditarão. Se, ao contrário, já que há tanta corrupção e impunidade, os próprios pais começam a lassear seus conceitos ou a repetir diariamente "que o Brasil não tem jeito", em que irão seus filhos acreditar? Por que e para que irão lutar?
O perigo maior para um jovem não são as drogas – é não crer no futuro e na sociedade em que vive. A falta de esperança, essa sim, é que pode levar á depressão, ao individualismo, ao consumismo exacerbado, ao suicídio, à marginalidade e às drogas. Em contrapartida a convicção num caminho produtivo a ser trilhado e o desejo de contribuir fazem com que os jovens progridam, criem, estudem e realizem. E para ter essa confiança eles precisam conviver com pessoas que, não apenas vivam de acordo com esse modelo, mas também que não se deixem abalar pelas notícias negativas que saem diariamente na mídia. Existe sim gente desonesta, o que não significa que muitos outros – muitos mais – não sejam dignos, trabalhadores e corretos. Precisamos lutar vigorosamente para que nossos filhos percebam que quem leva o Brasil adianta é "a maioria silenciosa", aquela que é formada por pessoas honestas e trabalhadoras, e que, por isso mesmo, não constituem notícia, nem, portanto, aparecem nos jornais e TV.
Os pais têm papel primordial na estruturação do caráter dos filhos. Resgatar a ética é hoje questão de sobrevivência. Que jovem poderá resistir às pressões negativas de uma sociedade em crise, se não aquele que tenha internalizado o respeito por si próprio e pelo outro? Para isso é preciso, em primeiro lugar, que se reconheçam num modelo – isto é, que saibam quem são, que façam identificações adequadas. E para tanto precisam de modelos fortes e seguros, que não duvidem nem desanimem a cada notícia negativa nos jornais, ou a cada mau exemplo nas vizinhanças.
Muita gente acha que ensinar integridade é impossível nos tempos modernos. Talvez ignorem que isso se faz basicamente através dos exemplos concretos de vida. Se os pais, "sem muito discurso", vivem de acordo com princípios, estarão encorajando os filhos a seguirem seus passos, mesmo sem perceber. Quer dizer, não mentindo, não aceitando uma conta errada no restaurante, chegando à hora combinada aos encontros, respeitando a lei, não mudando ou querendo mudar as regras do jogo de acordo com as conveniências do momento e, especialmente, não disseminando amargura e descrença, simplesmente porque nem todos agem de maneira honesta. Na grande maioria dos casos, essa forma de viver será suficiente para que seus filhos acreditem nos valores... Afinal, não podem contestar – estão vendo! – vocês vivem de acordo com o que defendem!
Por fim é bom lembrar que, especialmente quando nossos filhos chegam à adolescência, quase com certeza, irão opor alguma (ou bastante) resistência ao que defendemos. Não nos deixemos iludir pelas aparências – especialmente não desanimemos! Eles estão lutando para se independentizar e isso pode significar ficar contra tudo (literalmente TUDO, para nosso desespero) que nós, pais, postulamos. Ainda que seja difícil acreditar, nossas lições nunca são inúteis. Enquanto nossas atitudes forem coerentes com nosso discurso, estaremos provendo a base para a qual eles retornarão, quando a época da rebeldia terminar. E, mesmo na fase mais aguda de autoafirmação, raramente se afastarão dos conceitos essenciais. Poderão até fazer algumas bobagens, mas nada que fira de forma irremediável a ética e os valores que aprenderam, por toda sua curta vida, a respeitar.
Mesmo quando parece que não nos ouvem nem veem, é a nossa integridade que serve de fundamento para nossos filhos, hoje e sempre.

A ESCOLA

Escola é...
O lugar onde se faz amigos
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
Gente que trabalha, que estuda,
Que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
O aluno é gente.
Cada funcionário é gente.
A escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um
Se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
Que não tem amizade a ninguém
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só
Trabalhar,
E também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se,
Ser feliz.

(Paulo Freire)

Borboletas


"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses." Rubem Alves

Para o professor

Aquele que é mestre na arte de viver
faz pouca distinção
entre o seu trabalho e o seu tempo livre,
entre a sua mente e o seu corpo,
entre a sua educação e a sua recreação,
entre seu amor e a sua religião.
Distingue uma coisa da outra com dificuldade.
Almeja, simplesmente, a excelência
em qualquer coisa que faça,
deixando aos demais a tarefa de decidir
se está trabalhando ou se divertindo.
Ele acredita que está sempre fazendo
as duas coisas ao mesmo tempo.
Domenico de Masi


"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".
(Paulo Freire )

domingo, 21 de novembro de 2010

Eu sei mas não devia


 


(Marina Colassanti)
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz.E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado.A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.A comer sanduíche porque não dá pra almoçar. A sair do trabalho porque já é noite.A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.E aceitando a guerra, aceita seus mortos e que haja número para os mortos.E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz.E não aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa.E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem.E, a saber, que cada vez pagará mais.E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e a ver anúncios.A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade.A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição.Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor.Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios.Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

A abelha chocolateira




Era uma vez uma abelha que não sabia fazer mel.
- Mas você é uma operária! - gritava a rainha - Tem que aprender.
Na colméia havia umas 50 mil abelhas e Anita era a única com esse problema. Ela se esforçava muito, muito mesmo. Mas nada de mel...
Todos os dias, bem cedinho, saía atrás das flores de laranjeira, que ficavam nas árvores espalhadas pelo pomar. Com sua língua comprida, ela lambia as flores e levava seu néctar na boca. O corpinho miúdo ficava cheio de pólen, que ela carregava e largava, de flor em flor, de árvore em árvore.
Anita fazia tudo direitinho. Chegava à colméia carregada de néctar para produzir o mais gostoso e esperado mel e nada! Mas um dia ela chegou em casa e de sua língua saiu algo muito escuro.
- Que mel mais espesso e marrom... - gritaram suas colegas operárias.
- Iac, que nojo! - esbravejaram os zangões.
Todo mundo sabe que os zangões se zangam à toa, mas aquela história estava ficando feia demais. Em vez de mel, Anita estava produzindo algo doce, mas muito estranho.
- Ela deve ser expulsa da colméia! - gritavam os zangões.
- É horrorosa, um desgosto para a raça! - diziam outros ainda.
Todas as abelhas começaram a zumbir e a zombar da pobre Anita. A única que ficou ao lado dela foi Beatriz, uma abelha mais velha e sábia.
Um belo dia, um menino viu aquele mel escuro e grosso sobre as plantas próximas da colméia, que Anita tinha rejeitado de vergonha. Passou o dedo, experimentou e, surpreso, disse:
- Que delícia. Esse é o mais saboroso chocolate que eu já provei na vida!
- Chocolate? Alguém disse chocolate? - indagou a rainha, que sabia que o chocolate vinha de uma fruta, o cacau, e não de uma abelha.
Era mesmo um tipo de chocolate diferente, original, animal, feito pela abelha Anita, ora essa, por que não...
Nesse momento, Anita, que ouvia tudo, esboçou um tímido sorriso. Beatriz, que também estava ali, deu-lhe uma piscadela, indicando que tinha tido uma idéia brilhante.
No dia seguinte, lá se foram Anita e Beatriz iniciar uma parceria incrível: fundaram uma fábrica de pão de mel, juntando o talento das duas para produzir uma deliciosa combinação de mel com chocolate.

Moral da história: as diferenças e riquezas pessoais, que existem em cada um de nós, são singulares e devem ser respeitadas.
Fábula de Katia Canton.Texto publicado na revista Nova Escola.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Oração do Professor




"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim um professor no mundo da educação. Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons. São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento. Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir. Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir. Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho . Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.Amém!"

O QUE É DEFICIENCIA?


DEFICIENTES???
É AQUELE QUE NÃO CONSEGUE MODIFICAR SUA VIDA, ACEITANDO AS IMPOSIÇÕES DE OUTRAS PESSOAS...
...OU DA SOCIEDADE EM QUE VIVE SEM TER CONSCIÊNCIA DE QUE É DONO DE SEU DESTINO.


LOUCO...
...É QUEM NÃO PROCURA SER FELIZ COM O QUE POSSUI...


CEGO...
É AQUELE QUE NÃO VÊ SEU PRÓXIMO MORRER DE FRIO, DE FOME, DE MISÉRIA. E SÓ TEM OLHOS PARA SEUS MÍSEROS PROBLEMAS E PEQUENAS DORES.
SURDO...
É AQUELE QUE NÃO TEM TEMPO DE OUVIR UM DESABAFO DE UM AMIGO, OU O APELO DE UM IRMÃO...POIS ESTÁ SEMPRE APRESSADO PARA O TRABALHO PARA GARANTIR UNS TOSTÕES POR MÊS.
MUDO...
É AQUELE QUE NÃO CONSEGUR FALAR O QUE SENTE E SE ESCONDE POR TRÁS DA MÁSCARA DA HIPOCRISIA.


PARALÍTICO...
É QUEM NÃO CONSEGUE ANDAR NA DIREÇÃO DAQUELES QUE PRECISAM.
ANÃO...
É QUEM NÃO SABE DEIXAR O AMOR CRESCER.
E FINALMENTE, A PIOR DAS DEFICIÊNCIAS É A DE SER MISÉRAVEL, POIS MISÉRAVEIS SÃO TODOS AQUELES QUE NÃO CONSEGUEM FALAR COM DEUS.

MÁRIO QUINTANA 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

UMA ESCOLA E UMA LIÇÃO DE VIDA



Esta história foi contada por Chick Moorman,e aconteceu numa escola primária do estado de Michigan, Estados Unidos.

Ele era supervisor e incentivador dos treinamentos que ali eram realizados e um dia viveu uma experiência muito instrutiva, conforme ele mesmo narrou:
Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti.
Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa,
preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos.
Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim,estava enchendo a folha de "não consigos".
"Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base."
"Não consigo fazer divisões longas com mais de três números."
"Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."
Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer.
"Não consigo fazer dez flexões."
"Não consigo comer um biscoito só."
A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e decidi verificar com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava ocupada escrevendo uma lista de "não consigos". Frustrado em meus esforços em determinar porque os alunos estavam
trabalhando com negativas, em vez de escrever frases positivas,voltei para o meu lugar e continuei minhas observações. Os estudantes escreveram por mais dez minutos.
A maioria encheu sua página. Alguns começaram outra. Depois de algum tempo os alunos foram instruídos a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da professora. Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa,
Donna acrescentou as suas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pela porta do corredor. Os alunos a seguiram. E eu segui os alunos. Logo à frente a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá. Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até
o canto mais distante do playground. Ali começaram a cavar. Iam enterrar seus "não consigo"!Quando a escavação terminou, a caixa de "não consigos" foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra.
Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém cavada. Donna então proferiu louvores.
"Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do 'não consigo'.
Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição pública - escolas, prefeituras, assembléias legislativas e até mesmo na casa branca. Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs 'eu consigo',
'eu vou' e 'eu vou imediatamente'. Que 'não consigo' possa descansar em paz e que todos os  presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém."
Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam a lição.
A atividade era simbólica: uma metáfora da vida.
O "não consigo" estava enterrado para sempre.
Logo após, a sábia professora encaminhou os alunos de volta à classe e promoveu uma festa.
Como parte da celebração Donna recortou uma grande lápide de papelão e escreveu as palavras "não consigo" no topo, "descanse em paz" no centro, e a data embaixo. A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula de Donna durante o resto do ano. Nas raras ocasiões em que um aluno
se esquecia e dizia "não consigo", Donna simplesmente apontava o cartaz descanse em paz.
O aluno então se lembrava que "não consigo" estava morto e reformulava a frase.
Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela. Agora, anos depois, sempre que ouço a frase "não consigo",vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também me lembro de que "não consigo" está morto.     Autoria Desconhecida

"VOCÊS PROFESSORES, ME DIZEM QUE É MUITO DIFÍCIL ENSINAR ÀS CRIANÇAS. ESTOU DE ACORDO. E VOCÊS DIZEM TAMBÉM QUE É MUITO DIFÍCIL DESCER ÀS CRIANÇAS. ESTOU EM DESACORDO. O QUE É MUITO DIFÍCIL É SUBIR AO NÍVEL DE SENSIBILIDADE E DE CURIOSIDADE DAS CRIANÇAS, FICAR NA PONTA DOS PÉS, FALAR BRANDAMENTE PARA NÃO MACHUCÁ-LAS. É POR ISSO QUE A ESCOLA NÃO MUDA. PORQUE AS PESSOAS NÃO ESTÃO PREPARADAS PARA SUBIR AO NÍVEL DAS CRIANÇAS".(JANAUZ KORCZAK)

PED8551 –AGOSTO/2010

Sobre Jequitibás e Eucaliptos



Educadores, onde estarão? Em que covas se terão escondido? Professores há aos milhares. Mas o professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.
Profissões e vocações são como plantas. Vicejam e florescem em nichos ecológicos, naquele conjunto precário de situações que as tornam possíveis e - quem sabe? - necessárias. Destruído esse habitat, a vida vai-se encolhendo, murchando, fica triste, mirra, entra para o fundo da terra, até sumir.E o educador? Que terá acontecido com ele? Existirá ainda o nicho ecológico que torna possível a sua existência? Resta-lhe algum espaço? Será que alguém lhe concede a palavra ou lhe dá ouvidos? Merecerá sobreviver? Tem alguma função social ou econômica a desempenhar? Uma vez cortada a floresta virgem, tudo muda. É bem verdade que é possível plantar eucaliptos, essa raça sem vergonha que cresce depressa, para substituir as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer nem plantou. Para certos gostos, fica até mais bonito: todos enfileirados, em permanente posição de sentido, preparados para o corte. E para o lucro. Acima de tudo, vão-se os mistérios, as sombras não penetradas e desconhecidas, os silêncios, os lugares ainda não visitados. O espaço racionaliza- se sob a exigência da organização. Os ventos não mais serão cavalgados por espíritos misteriosos, porque todos eles só falarão de cifras, financiamentos e negócios.
Que me entendam a analogia. Pode ser que educadores sejam confundidos com professores, da mesma forma como se pode dizer. Jequitibá e eucalipto, não é tudo árvore, madeira? No final, não dá tudo no mesmo?
Não, não dá tudo no mesmo, porque cada árvore é a revelação de um habitat, cada uma delas tem cidadania num mundo específico. A primeira, no mundo do mistério, a segunda, no mundo da organização, das instituições, das finanças. Há árvores que têm personalidade e os antigos acreditavam mesmo que possuíam uma alma. É aquela árvore, diferente de todas, que sentiu coisas que ninguém mais sentiu. Há outras que são absolutamente idênticas umas às outras, que podem ser substituídas com rapidez e sem problemas. Eu diria que os educadores são como as velhas árvores. Possuem uma face, um nome, uma "história" a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma "entidade" sui generis, portador de um nome, também de uma "história", sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer nesse espaço invisível e denso, que se estabelece a dois.

Espaço artesanal. Mas professores são habitantes de um mundo diferente, onde o "educador" pouco importa, pois o que interessa é um "crédito" cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, sendo que, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministra. Por isso professores são entidades "descartáveis", da mesma forma como há canetas descartáveis, coadores de café descartáveis, copinhos de plástico para café descartáveis. De educadores para professores realizamos o mesmo salto que de pessoa para funções...

Não sei como preparar o educador. Talvez porque isso não seja nem necessário nem possível... É necessário acordá-lo. E aí aprenderemos que educadores não se extinguiram como tropeiros e caixeiros. Porque, talvez, nem tropeiros nem caixeiro tenham desaparecido, mas permaneçam como memórias de um passado que está mais próximo do nosso futuro que o ontem. Basta que os chamemos do seu sono, por um ato de amor e coragem. E talvez, acordados, repetirão o milagre da instauração de novos mundos.
(ALVES,Rubem. Sobre Jequitibás e Eucaliptos.in:Conversas com Quem Gosta de Ensinar)
PARABÉNS EDUCADORAS E EDUCADOR!!!
Alexandra Cichowski Flores