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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DICA SAUDÁVEL...........E VALIOSA............Sorte de quem come

Se ela atrai sorte e prosperidade, vai da fé de cada um. Mas alguns benefícios da romã para a saúde estão mais do que comprovados. Nativa do norte da Índia e do Irã, a fruta de sementes vermelhas tem seu consumo associado à redução dos níveis de colesterol ruim (LDL), além de ser rica em vitaminas dos complexos A e B, que protegem a visão e fortalecem o sistema imunológico, respectivamente, explica a nutricionista Flávia Bulgarelli, da Universidade Federal de São Paulo. Possui também grandes quantidades de cálcio, fósforo e potássio e ainda tem propriedades anti-inflamatórias – daí o costume popular de fazer gargarejos com chá de romã para aliviar dores na garganta. Para completar, é superlight: tem apenas 56 módicas calorias a cada 100 gramas.

Afeganistão, Irã, Israel, Estados Unidos e Espanha estão entre os maiores produtores de romã. No Brasil, para onde foi trazida pelos portugueses, a época de romã cai na primavera e no verão. A planta, um arbusto que pode ficar bem alto se não for podado, entra frequentemente em projetos de paisagismo. “Ela prefere o clima subtropical, mas se adaptou bem a regiões com condições de verão e de inverno pronunciadas”, diz José Antonio Alberto da Silva, pesquisador científico de fruticultura da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). “Algumas espécies podem durar 200 anos, embora o auge da produção seja até os 15 anos”, completa. No restaurante Melograno (romãzeira, em italiano), o chef Eduardo Passarelli usa a romã para fazer a calda da sobremesa finestra (R$ 9), uma musse de chocolate branco. “A musse traz notas adocicadas bastante intensas e as notas cítricas da romã balanceiam essa doçura. No visual, o contraste do branco como grená fica lindo”, diz o chef. Para acompanhar o doce, Passarelli sugere uma cerveja frutada do tipo lambic. “Fica perfeito!”, garante.


Fotos Rogério Voltan
Finestra

(Receita de Eduardo Passarelli, do Melograno)

Rendimento 12 porções
Tempo de preparo 2 h (com o tempo de geladeira)


Ingredientes

Musse

500 g de
chocolate branco
picado;
130 g de açúcar;
300 ml de leite (aquecido);
5 gemas;
500 ml de creme de leite fresco.



Calda

1 romã grande;
30 ml de água;
30 ml de xarope
de romã;
30 g de açúcar.

Modo de fazer

Musse

1 Bata as gemas com o açúcar e acrescente o leite. Misture.
2 Leve ao fogo e, assim que levantar fervura, apague. Acrescente o chocolate picado e misture tudo até ficar homogêneo.
3 Bata o creme de leite no ponto de chantilly. Incorpore delicadamente a mistura de chocolate ao chantilly, sem que ele perca o aerado. Divida a musse em potinhos de vidro e leve à geladeira.

Calda

1 Abra a romã, separe várias sementes e esprema a polpa para extrair o suco da fruta.
2 Leve o suco de romã, o açúcar, o xarope e a água ao fogo e ferva até obter o ponto de calda.
3 Deixe esfriar, adicione as sementes reservadas e sirva sobre a musse.




EU SOU UMA APAIXONADA PELA REVISTA CASA CLAUDIA....ENTÃO ESTOU SEMPRE DANDO UMA ESPIADINHA, E AGORA JUNTOU A BELEZA E O SABOR DE UMA FRUTA CHARMOSA E MUITO EXÓTICA.......

FONTE: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI193856-16777,00-SORTE%20DE%20QUEM%20COME.html

terça-feira, 16 de novembro de 2010

EDUCAR PARA O PENSAR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL



Ana Paula Postal Dias

Profª. Alexandra Cichowski Flores

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Pedagogia (PED 8551) – Prática Educativa Módulo III
14/08/10

RESUMO

Este trabalho visa buscar uma reflexão sobre o papel que o pensamento ocupa dentro das escolas de ensino especial e qual a função do professor enquanto transmissor de conhecimentos para induzir seus alunos a esta prática. Para esclarecer este assunto é preciso primeiramente entender o que é o pensar, e qual o benefício que o mesmo trará para o educando induzido a pensar.

Palavras-chave: Pensar. Educação. Diferenças.


1 INTRODUÇÃO


É de fundamental importância que a Escola de Educação Especial estimule seus educandos ao desenvolvimento intelectual, ou seja, estimule-os ao pensar. É a partir de práticas como essa que estes alunos portadores de necessidades especiais poderão atingir seu potencial máximo e aprender a contornar suas limitações.

Na sequência ficará mais claro compreender que é devido aos estímulos recebidos, principalmente enquanto criança, que um ser se torna “capacitado” intelectualmente. Porém na Educação Especial estes estímulos precisam ser o mais próximo possível do concreto.


2 O PAPEL DO PROFESSOR ENQUANTO TRANSMISSOR DE CONHECIMENTOS

Para compreender a necessidade de levar os educandos a adquirirem a prática de pensar, é preciso primeiramente esclarecer o que seria pensar. Pensar segundo a definição do dicionário nada mais é do que um processo pelo qual a consciência apreende em um conteúdo determinado objeto.

Em prática, o que deixa muitos pais de crianças portadoras de necessidades especiais sem dormir, é pensar o modo como os professores irão lidar com elas e como irão educá-las. Porém muitas vezes esquecem-se de pensar que a família caminhando juntamente a instituição é o melhor resultado para a base da formação destas crianças.

O filósofo Nietzsche defende o uso do bom humor para falar de coisas sérias: ridendo dicere severum ("rindo, dizer as coisas sérias", do latim), todos sabemos que lidar com diferenças é bastante difícil, principalmente quando se fala em limites de potencialidade de uma criança especial, por isso acredita-se que o humor pode ajudar muito no desempenho das mesmas.
Nos dias de hoje, quando é tão complicado ser feliz, lidar com bom humor tem uma eficácia significativa, e tem sido uma ferramenta a favor da educação em relação à inclusão.  

Dentre todas as dificuldades que uma criança especial pode apresentar, uma delas é a compreensão de mundo, ou seja, dificuldades no raciocínio. Só que ao invés de valorizar as barreiras é preciso saber contorná-las e olhá-las como algo a ser superado, induzindo esta criança a criar situações para contornar seus obstáculos, o que faz com que a mesma amadureça e estimule seu raciocínio.

As crianças portadoras de necessidades especiais são representadas por 10% da nossa população, e segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu art. 54, III, afirma que: "É dever do estado assegurar à criança e ao adolescente (...) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.”

Se pararmos para observar, veremos que no mundo inteiro iniciativas de prática a inclusão vem sendo adotadas, e esta prática tem se tornado cada vez maior dentro dos mais variados espaços sociais, o ideal seria que as escolas inclusivas atendessem as necessidades de cada um, mas sabemos que na realidade brasileira ainda falta uma caminhada maior em relação ao assunto.  

Neste final de século a Escola Inclusiva tornou-se uma tendência, porém sabemos que o principal desafio dessas escolas está em desenvolver uma pedagogia que seja capaz de educar as crianças de um modo geral, sem diferenciar a criança portadora de necessidades especiais. A Escola Inclusiva deve respeitar as diferenças oferecendo respostas adequadas às necessidades de cada criança, contando com o apoio de especialistas quando isso se fizer necessário.

Se todas as pessoas comprometidas a formar uma sociedade democrática tivessem a inclusão como meta tudo se tornaria mais fácil.
É importante que não se confunda Escola Inclusiva com Escola Especial, a Escola Inclusiva, como o próprio nome já diz, inclui em seu ambiente regular crianças portadoras de necessidades especiais, já a Escola Especial, tem em seu ambiente diferenciado e adaptado somente crianças surdas, cegas e portadoras de deficiência mental.

Para que a escola regular consiga atender as necessidades desta criança especial é preciso que haja investimento na formação dos professores que atuam neste ambiente, pois sem recursos e conhecimento não é possível desenvolver nada. Esta criança precisa de uma atividade diferenciada, de acordo com a sua apreciação e é muito importante que esta criança seja bem estimulada, pois é nesta etapa que acontece a construção de identidade, e para manter esta criança bem emocionalmente é preciso saber exatamente como lidar com suas dificuldades.

O Ensino Especial vem sendo alvo de criticas, pois não promove o convívio entre as crianças especiais e as demais crianças, mas é preciso olhar com outros olhos estas escolas, porque elas contam com materiais, equipamentos e professores especializados; o que faz destas instituições locais organizados e fundamentais na educação dos educandos atendidos.     

O que tem acontecido com freqüência em escolas regulares “ditas inclusivas” é uma inclusão velada, profissionais incapacitados de atender as necessidades das crianças especiais quando jogadas em uma turma com crianças ditas normais, falta apoio, material, formação para esses profissionais, é impossível atender uma turma onde encontram-se crianças especiais sem no mínimo um monitoramento, pois é neste momento que acaba acontecendo a exclusão, o professor não da conta de atender este aluno dentro de suas limitações e juntamente o restante da turma que também depende de seu atendimento.

Podemos dizer que a inclusão está em processo, porque enquanto a rede regular de ensino não for adaptada e pedagogicamente transformada para atender de forma inclusiva nada passará de um documento em um papel.

 Apesar de parecer uma tarefa difícil se vista com bons olhos e como um processo de integração dessas crianças se tornará parte do projeto educativo da instituição.

Por esse motivo o professor deve sempre estar procurando estimular seus educandos a pratica do pensar, pois segundo Demo (2004) “Saber pensar é uma potencialidade humana e possui relação com a capacidade de aprendizagem. É a teoria mais prática que existe, ou a prática mais teórica que existe”. Saber pensar nada mais é que um jogo, onde percebemos a dimensão das coisas, é um convite a vida enfim, onde cada um tira suas próprias conclusões aprendendo a trabalhar com opiniões diversas e a trabalhar com suas próprias divergências.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS


           O presente trabalho estudou a importância da Educação Especial em relação ao desenvolvimento do potencial intelectual do aluno portador de necessidades especiais em cima dos estímulos recebidos.
É conhecendo e analisando a realidade dos alunos portadores de necessidades especiais, que se confronta a sua realidade, as exigências do Plano de Estudos e o papel do professor e de cada instituição enquanto formadora de educandos especiais.
            Ao falar de Educação Especial, percebe-se que se trata de uma área da educação, que destina-se ao atendimento e a educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, é um ramo da educação que está sempre em busca de novas maneiras de transmitir o conhecimento e a aprendizagem para essas crianças de acordo com suas necessidades, no entanto é um processo, que muitas vezes pode demorar, porém está sempre atrás de um progresso independente do “tamanho” de seu resultado.

REFERÊNCIAS


GLAT, R. (1998). A integração Social dos Portadores de Deficiência: Uma Reflexão. Questões Atuais em Educação Especial. V.1. Rio de Janeiro: Sete Letras.
NASCIMENTO, Luciana Monteiro do. Caderno de estudos: educação especial/ Luciana Monteiro do Nascimento, Centro Universitário Leonardo da Vinci. - Indaial: Ed. ASSELVI, 2007.

A FUNÇÃO SOCIAL DA EDUCAÇÃO




Mara Dirlei Corrêa Trapp
Professora Alexandra Cichowski Flores
Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura em Pedagogia (PED 8551) – Prática Educativa – Módulo II
06/02/2010


RESUMO

O educador é o responsável pela socialização da criança em sua nova caminhada, na escola, sendo assim um dos responsáveis pelo desenvolvimento social, intelectual e crítico do seu educando. Não substituindo a família, mas sim completando esta tarefa que já deve ter sido iniciada em casa. A escola é o segundo grupo social do qual a criança faz parte, e por que não afirmar o que lhe transmitirá o maior conhecimento para sua interpretação do mundo. A criança que for bem estimulada no início desta jornada com certeza terá maiores condições de se tornar um bom cidadão, com o auxilio da família e da escola trabalhando juntas neste propósito.


Palavras-chave: Escola. Família. Socialização.


1 INTRODUÇÃO

A importância da preparação do aluno no início de sua caminhada como cidadão, auxiliando-o na compreensão de seus direitos e deveres, este é o compromisso da escola e de seus educadores. E é na escola, depois da família, que a criança adquire conhecimentos para sua vida social.

A escola trabalha a socialização da criança através da expressão oral, escrita e corporal. O seu raciocínio lógico deve ser desenvolvido junto com seu senso crítico, tanto na resolução de problemas matemáticos como na resolução de problemas do seu dia-a-dia, como na conscientização da preservação do meio ambiente, na aquisição de hábitos de higiene e boa alimentação, mas principalmente desenvolver no aluno a habilidade de interpretar.


2 O PAPEL DO PROFESSOR NA SOCIALIZAÇÃO DO ALUNO

A criança quando entra na escola já trás de casa uma bagagem de informações construídas nos seus primeiros anos de vida, a primeira noção de socialização é transmitida para criança através da família.
Segundo César Coll Salvador et al. (1999, p.146):

De maneira bastante geral, o processo de desenvolvimento das crianças inicia-se na família, sendo os pais os primeiros cuidadores e educadores ao mesmo tempo; é o primeiro contexto de desenvolvimento, que em todas as culturas é visto, mais cedo ou mais tarde, progressivamente ampliado. As crianças participam, assim, de outros contextos e interagem com outras pessoas em uma diversidade de modalidades.

Mas é na escola que estas informaçãos são amadurecidas e transformadas em conhecimentos para o resto de sua vida. Portanto o professor é o eixo de ligação da criança com a sociedade, junto com a família. A aquisição do saber vai desde o nascimento até a morte e é o processo de socialização. Adquirimos hábitos conforme os costumes da sociedade em que vivemos, ao interagir com outras pessoas é que adquirimos o conhecimento para nossa sobrevivência e na escola obtemos o posicionamento crítico para nossas escolhas.

O papel do educador, sua função de orientador e mediador é fundamental. O educador deve criar uma harmonia entre a apresentação de conteúdos teóricos e as práticas sociais do educando, auxiliando-o assim na formação de seu caráter. É muito comum o jogo de empurra entre família e escola, um tentando passar para o outro as suas responsabilidades e ambos esquecendo o objetivo principal que é o aluno. Para evitar estes transtornos escola e família devem procurar ações coordenadas para solucionar estes problemas.

Para dar início ao diálogo produtivo, ideias prontas devem ser desconstruídas. É essencial que os professore entendam o público para o qual prestam serviço (como está organizada a família contemporânea? Qual o papel dela na educação?). Por outro lado, a família deve compreender a missão e as propostas da escola e conhecer formas de contribuir com ela. (NOVA ESCOLA, 2009, p.102)

Nos dias de hoje, o educar está cada vez mais difícil, está sendo atribuído ao professor tarefas que antigamente eram exclusivas da família, devido ao fato das mudanças na sociedade, onde as mães precisam sair de casa para trabalhar e assim mais cedo colocam seus filhos nas escolas de educação infantil, ficando ao professor o compromisso de educar está criança.

A escola precisa aproximar a família do convívio escolar numa tentativa de reforçar o interesse dos pais pelo futuro de seu filho, oferecer oportunidades de acesso à cultura e não só a preocupação com a indisciplina na sala de aula, oportunizar a reflexão de questões relativas ao respeito ao próximo, suas culturas, orientação sexual, preservação do meio ambiente, entre outros temas. A escola deve se envolver mais diretamente com o convívio familiar, promovendo informações a todos e não somente ao aluno.

O comportamento dos estudantes não está ligado diretamente ao aprendizado, mas é visto como obstáculo ao ensino. A socialização primária (cumprimentar e esperar alguém terminar de falar para se manifestar, entre outros) é sim, uma das tarefas educativas da Infantil e em séries iniciais do Ensino Fundamental. Para contornar problemas de comportamento, família e escola acabam seguindo caminhos distintos, por vezes equivocados, de acordo com Luiza Silveira, da PUC-RS. Se os pais usam estratégias ambíguas, por exemplo, os professores apelam para métodos autoritários e querem que a família os reproduza. É preciso estabelecer práticas comuns – o que pode ser articulado num encontro entre coordenação pedagógica, docentes e familiares, fora da reunião de pais. (NOVA ESCOLA, 2009, p. 106)


As escolas na maioria das vezes só realizam reuniões para entrega de boletins, ou eventualmente quando a turma apresenta problemas. Principalmente no 2º ciclo do Ensino Fundamental as reuniões ficam mais escassas. Nas séries iniciais as reuniões são mais comuns, porém, a maioria dos pais está preocupada apenas com o aprendizado de conteúdos e não com a convivência dos filhos, com os demais. Nas grandes cidades, onde há um número maior de alunos por escola a socialização é mais difícil ainda.
No entanto, cabe a escola promover eventos que acolham estes pais e alunos. A escola promovendo encontros agradáveis para a comunidade fará com que todos se sintam melhor em participar dos eventos, chamando os pais e familiares para assistirem uma peça de teatro, produzidas pelos alunos, por exemplo, e por que não convidá-los para participar da organização. O aluno se sentirá valorizado e a família terá oportunidade de conviver com colegas de seus filhos.


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na elaboração deste trabalho pode constatar de essencial importância a participação de todos, família e escola, na socialização do aluno. Somente quando todos se conscientizarem que trabalhando juntos teremos um resultado satisfatório na preparação da criança para a vida.

O educador é ferramenta fundamental na transformação do educando em ser social. Preocupando-se em auxiliar este aluno e sua família na aquisição do saber, na interpretação dos problemas para assim juntos formarem um indivíduo de conscientização crítica e capaz de responder por seus atos e decisões na sociedade da qual faz parte.

A escola deve ser um local de enriquecimento cultural, intelectual e social. Participando ativamente do crescimento da comunidade a qual está inserida e não apenas na reprodução de conteúdos didáticos propostos em seu currículo anual. A preocupação com a socialização de seus alunos deve prevalecer em todas as suas disciplinas e não somente em conversas extraclasse.

A socialização nas escolas é de essencial importância para as crianças e adolescentes, mas só será completa quando todos, família e escola, trabalharem juntas em busca de soluções para os problemas da comunidade e nunca esquecendo que o maior interessado nessa conquista é o aluno. Somos nós pais e educadores que estamos formando a sociedade de amanhã, não podemos deixar para depois esta nossa responsabilidade.

Vamos começar já, principalmente nós, futuros professores, que escolhemos esta tarefa tão importante, vamos ser conscientes de nossas responsabilidades e cumpridores de nossos deveres como educadores e cidadãos.


REFERÊNCIAS

SALVADOR, César Coll (Org.). Psicologia da Educação. Porto Alegre: Artemed, 1999.
PALATO, Amanda. Sem culpar o outro. Nova Escola, São Paulo, n.225, p.102-106, set. 2009.

Grupo X Equipe


por Cybele Padoan Giacchetto

Você trabalha em um GRUPO ou EQUIPE?

Existe diferença?

Sim. No grupo todos trabalham voltados para os mesmos objetivos e têm seus papéis e funções definidos. Não obstante, os resultados ficam aquém do esperado. Por que será?

A realidade é a seguinte, ninguém sabe direito o que o outro pensa porque as pessoas ou não se comunicam ou falam de forma política sem dizer o que realmente pensam. Às vezes alguns falam, mas de forma descontrolada e sem habilidade. É também cada um por si, ninguém toma a iniciativa de ajudar o outro. Aliás, existem muitas divergências relacionadas a problemas do trabalho e também diferenças de valores pessoais.
Em alguns casos essas divergências e problemas de relacionamentos são manifestados, nos outros casos são mascaradas por razões políticas. Há muito fingimento, faz-se de conta que está tudo bem.

Você deve se perguntar, e os Líderes?

Estes, para se diferenciarem e se afirmarem, mantêm-se distantes, aparecem somente para dar ordens. Ninguém tem a liberdade nem o clima para dizer o que pensa dos colegas e muito menos dos chefes. Já estes falam, às vezes, de forma muito franca e rude, e ninguém nesse ambiente toma a iniciativa para saber como é visto. Pelo contrário, todos são muito defensivos e tendem a sentir o Feedback (é o processo de fornecer dados a uma pessoa ou grupo ajudando-o a melhorar seu desempenho no sentido de atingir seus objetivos) como um ataque.

Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades. O respeito e os benefícios psicológicos que os membros encontram, em geral, produzem resultados de aceitáveis a bons. No entanto este grupo não é uma equipe.
 
"TODA EQUIPE É UM GRUPO, MAS NEM TODO GRUPO É UMA EQUIPE"

Na equipe as coisas são um tanto diferentes. Além de ter os seus membros voltados para os mesmos objetivos com papéis e funções bem definidas, possui uma série de fatores positivos que a distinguem do grupo e garantem a obtenção de excelentes resultados com muita sinergia e criatividade. Por que será?

Na equipe existe uma transparência muito grande entre todos. Ninguém esconde o jogo. Cada um sabe o que o outro pensa e sente sobre os assuntos do trabalho, mas tudo de forma muito construtiva! Além disso, o nível de mútua colaboração é ótimo, trabalham realmente em um time. Cada um pode contar com o outro que espontaneamente e prazerosamente se dispõe a dar o apoio e ajuda quando necessário.

Nesse ambiente tão bom não quer dizer que não existam conflitos, eles fazem parte do relacionamento humano e se tornam até fator de crescimento se forem trabalhados através do debate conduzido da maneira certa e na hora certa. É isto que acontece na equipe, as lideranças não são distantes, atuam próximas e em conjunto com todos os seus membros que participam ativamente numa rica interação entre todos, favorecendo assim a criatividade e aumentando o comprometimento mútuo.

Os líderes são suficientemente seguros para não se sentirem ameaçados pelas idéias de valor que venham de baixo. Ninguém pretende sobressair-se isoladamente. Os resultados é que se destacam como em um bom time de futebol, a equipe toda vibra com o gol do colega porque o time todo sai ganhando.

Em função de tudo isso, existe a prática constante do Feedback que é dado de forma transparente, e sobretudo construtiva, com a receptividade de todos. Líderes e liderados dão e recebem Feedback, mas se o relacionamento é muito bom dentro da equipe que é muito unida, isto não a torna fechada na interação com as outras equipes e áreas da empresa, pelo contrário, a empresa funciona como um time, como já foi visto, com grande colaboração entre equipes e áreas.

Como acontece a comunicação na Equipe?

A comunicação entre todos é ótima e o que é básico, as pessoas se constituem no valor mais importante. Elas se conhecem e se sentem mais profundamente, havendo então muita empatia. Isto aumenta a compreensão mútua e evita os preconceitos e julgamentos superficiais indevidos, assim fica evidente que na equipe, a partir da ótima interação existente, a criatividade, a qualidade e a produtividade são grandes e todos lucram: a empresa tem muito mais resultados e os seus membros são muito mais felizes e tem muito mais qualidade de vida no trabalho, o lugar onde se passa a maior parte do tempo acordado.
Trabalhar efetivamente em equipe compensa para os dois lados: empresa e funcionários. Somente alguém não deve gostar porque sai perdendo com isto: o concorrente!

Equipe é um grupo que compreende seus objetivos e está engajado em alcançá-los de forma compartilhada. A comunicação entre os membros é verdadeira e as opiniões diferentes são estimuladas.

Em uma equipe:
  • Assumem-se riscos
  • A equipe investe constantemente em seu próprio crescimento;
  • O grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção à sua própria forma de operar e procura resolver os problemas que afetam o seu funcionamento;

A formação da equipe deve considerar as competências individuais necessárias para o desenvolvimento das atividades e o alcance das metas. O respeito aos princípios da equipe, a interação entre seus membros e especialmente o reconhecimento da interdependência entre seus membros no alcance dos resultados da equipe, deve favorecer ainda os resultados das outras equipes e da organização como um todo. É isso que torna o trabalho desse grupo um verdadeiro trabalho em equipe.


Att
Prof ª Iara Moreira
Diretora de Ensino
SERVI - Projetos e Cursos
Polo UNIASSELVI
Camaquã/RS

domingo, 8 de agosto de 2010

Turmas grandes ou pequenas?

Salas com muitos alunos prejudicam o desempenho de quem tem dificuldades para aprender. Turmas muito pequenas reduzem o convívio, o que também não é bom
Quando a filha de Noelia Regina Santos Bueno, 50 anos, começou as aulas em um colégio particular de Curitiba, no ano passado, havia mais ou menos 60 alunos na turma. Ao longo do ano, a sala foi reorganizada e a estudante passou a dividir o espaço e a atenção dos professores com mais de 100 colegas, número muito superior ao recomendado por pesquisadores da área da educação. “Devido à quantidade muito grande de alunos, os professores não conseguiam acompanhar os estudantes que não haviam entendido a matéria. E ela ficava constrangida em fazer perguntas na sala, porque o pessoal tirava sarro”, conta Noelia, que atribui ao excesso de alunos parte da responsabilidade pela reprovação da filha no segundo ano do ensino médio.


Professor de Matemática há 12 anos e diretor de uma escola particular da capital paranaense, Gidel Laureano Messagi explica que a superlotação é uma medida de economia adotada por algumas instituições. O raciocínio é simples: mais alunos na mesma sala aumenta a receita sem aumentar o gasto com professores. “Os pais precisam verificar se o valor da mensalidade de determinada escola não é mais baixo em função do número de alunos por sala. É preciso equalizar ensino de qualidade e bom preço”, alerta. Messagi afirma que na escola que dirige há no máximo 25 alunos por sala, em turmas de ensino fundamental (1ª à 8ª série) e médio.

O excesso de alunos não é um problema exclusivo da rede privada. De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Marlei Fernandes de Carvalho, a maioria das turmas de ensino médio da rede estadual tem 45 alunos, enquanto a meta aprovada em abril pela Conferência Nacional da Educação (Conae) é de no máximo 30 estudantes para essa etapa de ensino. A Conae discutiu este e outros temas da educação brasileira, do ensino infantil à pós-graduação. Do encontro saíram diretrizes para um novo Plano Nacional de Educação, com objetivos a serem perseguidos pelo governo entre 2011 e 2020.

Segundo a professora de Mate­mática Claudiovane Parralego de Aguiar, que dá aulas na rede municipal de Curitiba e na rede estadual do Paraná, nas turmas grandes é mais difícil diagnosticar e sanar as dificuldades de cada estudante. “A correção individual dos cadernos fica difícil. É preciso fazer uma correção coletiva, o que com certeza interfere no aprendizado do aluno”, afirma.

O outro lado


Turmas muito pequenas também podem prejudicar a formação do estudante, como explica Ângelo Ricardo de Souza, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “A escola não é só um espaço de transmissão de conhecimentos, também tem a função de colocar jovens e crianças em convívio, porque é dessa forma que o estudante aprende limites”, afirma.

Ele cita o caso da Escola Municipal Melvin Jones, de Londrina, que foi incluída em um relatório de 2004 coordenado pelo Ministério da Educação sobre instituições públicas com condições de qualidade. Na época, a menor turma do colégio, uma sala de primeira série do ensino fundamental, contava com apenas sete estudantes. “Uma professora reclamava que tinha dificuldades de estabelecer determinadas atividades de ensino com a turma”, conta.

De acordo com a diretora atual da escola, Telma Andrade de Carvalho Pitta, de lá para cá o colégio foi ampliado e recebeu mais estudantes. Hoje as turmas têm cerca de 20 alunos. “A vantagem de uma sala bem pequena é que você pode sentar ao lado da criança com dificuldade de aprendizagem. A desvantagem é que há menos interação em sala”, diz a professora Cyntia Ruiz Lozano Oliveira, que está há 14 anos na instituição e acompanhou as mudanças. Para a professora Maria Lúcia Tomasi Carli, em turmas um pouco maiores, como as que existem hoje, é possível estabelecer parâmetros de comparação do trabalho das crianças.

fonte:http://www.futuroeventos.com.br
E A NOSSA REALIDADE COMO ESTÁ?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

APRENDER A SER

Mestre ou Tirano?


O Mestre que compreendeu a sua missão humana não reprova o aprendiz, aprendeu que a escola não foi idealizada para reprovar, mas para ensinar.
O Mestre que construiu significados para a sua missão sabe que conteúdos não significativos que “da” ao aprendiz, não representam futuro ou vida, são apenas informações “dadas”. O mundo é repleto de informações, e nele, quem não foi bem na escola poderá encontrar caminhos para ser DEZ na vida.
O Mestre que acredita que a sua matéria é a “coisa” mais importante para o aprendiz, precisa conhecer o outro lado da vida que mostra o oposto desta forma de pensar, exemplo: “Einstein, reprovado em gramática, sua vida era a Física”, “Chaplin, reprovado em exatas, e sua vida era a Arte”, foram brilhantes, deixaram marcas e exemplos para a humanidade.
O Mestre aprovado na escola, profissionalmente é reprovado pela sociedade como pessoa a ser respeitada pela especificidade do conteúdo que ministra, prova é o seu salário e conseqüentemente sua qualidade de vida.
O Mestre que só transmite informações e conteúdos sem significá-los ou, não significativos para o tempo do aprendiz, não tem valor para a vida humana, para construção de sentimentos, de solidariedade, de cidadania. Para ser respeitado e lembrado deve formar pessoas e para isso o conteúdo é apenas pano de fundo, verdades provisórias que amanhã poderão deixar de ser verdades. O que hoje o Mestre ensina, amanhã poderão ser falsas verdades que causaram reprovações humanas.
O Mestre que se humanizou entende que reprovar o aprendiz, por não conseguir memorizar ou reter determinadas informações, É ATO TIRÂNICO.
A reprovação, da pessoa, na escola, porque não foi bem em Química, Física, Matemática etc., diz a experiência, a Psicologia, a Antropologia, a Sociologia e as pesquisas educacionais, não ajudará o aprendiz em nada, só deixará marcas que dificilmente o tempo apagará.
Os castigos endurecem e embrutecem a pessoa. A reprovação escolar destrói a auto-estima do ser em construção, deixando lembranças amargas da escola e da pessoa que se dizia mestre, que não foi capaz de acolher as falhas que todo ser humano tem.
O Mestre que nasceu para ensinar (e não só para receber salários) recupera o aprendiz que não aprendeu e não o reprova.
Você é mestre ou tirano? Professor ou travestido de professor? Prefere ensinar ou castigar, acreditando que o castigo é o caminho para aprender e ser feliz.
Pobres mortais que condenam a reprovação o aprendiz porque não foi capaz ou não estava pronto para aprender.

Claudio Castro Sanches

AFETIVIDADE

A afetividade no primeiro ano, especialmente alunos que não chegam da Educação Infantil

Na teoria de Jean Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: o cognitivo e o afetivo. Paralelo ao desenvolvimento cognitivo está o desenvolvimento afetivo. Afeto inclui sentimentos, interesses, desejos, tendências, valores e emoções em geral.

La Taille & Vygotsky (apud La Taille et al., 1992), explicam que o pensamento tem sua origem na esfera da motivação, a qual inclui inclinações, necessidades, interesses, impulsos, afeto e emoção. Nesta esfera estaria à razão última do pensamento e, assim, uma compreensão completa do pensamento humano só é possível quando se compreende sua base afetivo-evolutiva.

No âmbito da educação, a inter-relação da professora com o grupo de alunos e com cada um em particular é constante, dá-se o tempo todo, na sala, no pátio ou nos passeios, e é em função dessa proximidade afetiva que se dá a interação com os objetos e a construção de um conhecimento altamente envolvente.
Essa inter-relação é o fio condutor, o suporte afetivo do conhecimento, neste caso, o educador serve de continente para a criança. Poderíamos dizer, portanto, que o continente é o espaço onde podemos depositar nossas pequenas construções e onde elas tomam um sentido, um peso e um respeito, enfim, onde elas são acolhidas e valorizadas, tal qual um útero acolhe um embrião.

A escola, por ser o primeiro agente socializador fora do círculo familiar da criança, torna-se a base da aprendizagem se oferecer todas as condições necessárias para que ela se sinta segura e protegida. Portanto, não nos restam dúvidas de que se torna imprescindível a presença de um educador que tenha consciência de sua importância não apenas como um mero reprodutor da realidade vigente, mas sim como um agente transformador, com uma visão sóciocrítica da realidade.

A criança ao entrar na escola pela primeira vez precisa ser muito bem recebida, porque nessa ocasião dá-se um rompimento de sua vida familiar para iniciar-se uma nova experiência, e esta deverá ser agradável, para que haja um reforço da situação.

O profissional da educação procura alternativas e se depara inúmeras vezes com a dificuldade que tem em enfrentar os desafios do aluno, com as suas próprias deficiências e, sobretudo, em se ver fazendo parte neste processo, que é antes de tudo uma troca, possibilita uma busca de transformações para o processo de ensino diário. Somente quando o professor vir que não vê é que algo novo poderá surgir. O afeto do professor, a sua sensibilidade e a maneira de se comunicar vão influenciar o modo de agir dos alunos. Se o professor se expressa de forma agradável ou de forma dura, criará mais motivação no aluno do que um ambiente neutro. Contudo, tal expressão deve ser moderada; nem amigável demais, nem exageradamente dura. O afeto refere-se a atitudes e sentimentos expressados ou presentes no ambiente.
Sua maneira de ser, atuar e falar é muito significativa. O professor pode ser frio, distante, desinteressado ou pode ser alegre, amável e se interessar pessoal e individualmente pelos alunos. Também a sala pode ser fria, sem nenhuma decoração, ou pode ter avisos, quadros, plantas, animais e trabalhos artísticos. Isto vai afetar os sentimentos e atitudes dos alunos.

Um ambiente frio e triste não produz motivação para aprender. A sala deve ter cores e decorações para criar um ambiente de aceitação.
Por "tom afetivo" não devemos entender que o educador deva se comportar como um aluno, ou que não exija respeito. Ele pode ser muito amável e até amigável, sem se pôr a brincar com eles.
Quando a criança nota que a professora gosta dela, e que a professora apresenta certas qualidades como paciência, dedicação, vontade de ajudar e atitude democrática, a aprendizagem torna-se mais facilitada; ao perceber os gostos da criança, o professor deve aproveitar ao máximo suas aptidões e estimulá-la para o ensino.

Ao contrário, o autoritarismo, inimizade e desinteresse podem levar o aluno a perder a motivação e o interesse por aprender, já que estes sentimentos são conseqüentes da antipatia por parte dos alunos, que por fim associarão o professor à disciplina, e reagirão negativamente a ambos.

A todo o momento, a escola recebe crianças com auto estima baixa, tristeza, dificuldades em aprender ou em se entrosar com os coleginhas e as rotulamos de complicadas, sem limites ou sem educação e não nos colocamos diante delas a seu favor, não compactuamos e nem nos aliamos a elas, não as tocamos e muito menos conseguimos entender o verdadeiro motivo que as deixou assim.

A afetividade e sua influência na aprendizagem da criança

O aspecto afetivo tem uma profunda influência sobre o desenvolvimento intelectual da criança, pode acelerar ou diminuir o ritmo de desenvolvimento, além de determinar sobre que conteúdos a atividade intelectual se concentrará. Na teoria de Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: um cognitivo e outro afetivo. Paralelo ao desenvolvimento cognitivo está o desenvolvimento afetivo. O afeto inclui sentimentos, interesses , desejos, tendências, valores e emoções em geral.
Piaget aponta que há aspectos do afeto que se desenvolve.

São várias as dimensões, que o afeto apresenta, incluindo os sentimentos subjetivos (amor, raiva, depressão) e aspectos expressivos (sorrisos, gritos, lágrimas). Na sua visão, o afeto se desenvolve no mesmo sentido que a cognição ou inteligência. E é responsável pela ativação da atividade intelectual.

Analisando os vários livros de Piaget percebe-se que este descreveu cuidadosamente o desenvolvimento afetivo e cognitivo do nascimento até a vida adulta, centrando-se na infância. Com suas capacidades afetivas e cognitivas expandidas através da contínua construção, as crianças tornam-se capazes de investir afeto e ter sentimentos validados nelas mesmas.
Neste aspecto, a auto-estima mantém uma estreita relação com a motivação ou interesse da criança para aprender. O afeto é o princípio norteador da auto-estima. Após desenvolvido o vínculo afetivo, a aprendizagem, a motivação e a disciplina como 'meio' para conseguir o autocontrole da criança e seu bem estar são conquistas significativas.
A afetividade consiste em poder fazer com que a criança receba o contato físico, verbal, a relação de cuidados, mas isso também implica conflitos, envolvendo amor e raiva.

O pai e o professor, educadores que são, devem entender que têm uma missão: construir um ser humano. Isso somente acontecerá pela obra do amor, amor esse que cobra, que é duro, que traz sofrimento e preocupação, mas, por outro lado, traz muito prazer e a realização do ato humano mais criador - fazer nascer um ser de verdade.

Existem características próprias da profissão dos educadores que devem ser levadas em conta, uma vez que lidam com a formação de seres humanos e trabalham com os aspectos cognitivos e afetivos, o que exige uma diversificação de atitudes para atender às diferentes demandas escolares e sociais.
Assim, para que a criança tenha um desenvolvimento saudável e adequado dentro do ambiente escolar, e conseqüentemente no social, é necessário que haja um estabelecimento de relações interpessoais positivas, como aceitação e apoio, possibilitando assim o sucesso dos objetivos educativos.

Na condição de educadores, precisamos estar atentos ao fato de que, enquanto não dermos atenção ao fator afetivo na relação educador-educando, corremos o risco de estarmos só trabalhando com a construção do real, do conhecimento, deixando de lado o trabalho da constituição do próprio sujeito que envolve valores e o próprio caráter necessário para o seu desenvolvimento integral.

O amor, o afeto é a chave para a educação. Temos que valorizar o aluno, dando amor, afeto, carinho, o que leva a auto estima. A educação passa por um processo de transformação. O entendimento das resistências escolares cotidianas como meio para encontrar resposta à adaptação e permanência da criança ao ambiente escolar leva o educador a abrir-se às inovações da Educação Infantil.

O professor deve criar a capacidade que gere espírito crítico para a interação, para melhorar, os
estímulos, incentivos, motivar para melhorar a auto-estima.
Fazer com que a pessoa se sinta responsável pelo processo educativo, se sinta sujeito da educação.
Dar meios, elementos, para que os alunos resolvam os problemas, as soluções, os desafios.
Debater, dialogar para encontrar soluções.
Enfim, compreende-se que a educação é dinâmica e provocadora de reflexões, portanto o professor deve acompanhar esse processo de mudanças e reflexões, na busca de novos conhecimentos, novos desafios e novas conquistas e através do afeto criar laços de múltiplas aprendizagens.
Ser professor é reconhecer as dificuldades sim, mas mantendo uma postura ativa na minimização e superação delas. Acreditar também que as mudanças estão em cada um e que se pensamos e queremos paz, temos que começar a exercitar em nossa própria vida, em nossa família, escola, sala de aula.
Autor: Montserrat MONTES DE OCA CARIONI

PESSOAL COPIEI DO BLOG DE UMA EDUCADORA, MAS ME PERDOEM PERDI A FONTE......SE ALGUÉM RECONHECER A GENTE ACRESCENTA OK?!!!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lei das Palmadas - Assunto Polêmico entre os Pais e Profissionais


A nova lei prevê pena de 1 a 4 anos de prisão para quem punir crianças com palmadas

Um projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico foi assinado na última quinta-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para marcar os 20 anos de vigência do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente.

A lei
A medida visa garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais. Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto, o artigo 18 passa a definir “castigo corporal” como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Para os infratores, as penas são advertências, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.
A definição proposta se aplica não só para o ambiente doméstico, mas também para os demais cuidadores de crianças e adolescentes - na escola, nos abrigos, nas unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural, 1/3 das denúncias no Disque 100 refere-se à violência doméstica, seja na forma de negligência ou de maus tratos. Será necessário o testemunho de terceiros como vizinhos, parentes, funcionários, assistentes sociais que atestem o castigo corporal e queiram denunciar o infrator para o Conselho Tutelar. No caso de lesões corporais graves, o responsável é punido de acordo com o Código Penal, que prevê a pena de 1 a 4 anos de prisão para quem “abusa dos meios de correção ou disciplina”, com agravante se a vítima for menor de 14 anos.

A opinião dos pais
As opiniões dos pais e educadores se dividem, pois a tradicional palmada, a partir de agora, se torna uma responsabilidade dos pais perante a lei, porém, muitos pais dizem concordar com a lei, pois existem outras formas de educar uma criança, alegando que a palmada não é o caminho para uma boa educação. Contudo, há pais que discordam da lei, pois acham uma intromissão do governo na educação individual de cada família. Segundo Rosa Maria Pacheco de Farias a palmada faz parte da educação das crianças, pois é uma forma de impor limites e fazer com que os pequenos entendam como uma forma de punição que foi seguido de um ato impensado dos mesmos. “Acho que uma palmada não é algo prejudicial na vida da criança, pois uma simples palmada não é um ato de agressão, porque não fere a criança, mas faz ela pensar melhor nos seus atos”, salienta.
Rosa relata também que levou muitas palmadas de seus pais na infância e garante que o gesto punitivo não deixa marcas negativas na memória infantil. “Assim como já levei muitas palmadas, também já as dei em meus filhos que hoje são crescidos e não sofreram nenhum tipo de revolta, acho que é uma forma de educar, bem como, o carinho e o amor de pai e mãe”, finaliza Rosa.


A opinião de um profissional
Segundo a psicóloga Ângela de Mattos Camargo, de forma nenhuma, dar palmadas em crianças é uma maneira de educá-las. “Se a lei foi criada é porque é necessário punir alguns exageros que a sociedade comete. Se é necessária a existência da lei é porque a civilização não está sabendo administrar e educar de forma firme e ao mesmo tempo afetuosa, uma criança. A palmada nunca é ‘pedagógica’, pois se trata de uma punição física, e educar uma criança é bem mais complexo e também consiste em um processo bem mais demorado, em contrapartida surte um resultado muito satisfatório, tanto para quem educa como para a própria criança. A educação é cumulativa, ou seja, é preciso colocar em prática uma série de medidas todos os dias, para que a criança possa assimilar e memorizar o que está fazendo de errado e, com o tempo, encontrar o caminho correto para direcionar seus atos, isto sem a menor necessidade de bater ou castigar”, destaca a psicóloga.


fonte: http://educandocomcarinhoo.blogspot.com/

terça-feira, 27 de abril de 2010

DO BOM E DO MELHOR

Estamos obcecados com "o melhor".. Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. Bom não basta. 

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".

Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. 
 
Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. 

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.

Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? 

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? 

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? 

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos...

A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. 
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo.
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
(Leila Ferreira)
 
Leila Ferreira é uma jornalista mineira, com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belzonte...