terça-feira, 16 de novembro de 2010

A FUNÇÃO SOCIAL DA EDUCAÇÃO




Mara Dirlei Corrêa Trapp
Professora Alexandra Cichowski Flores
Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura em Pedagogia (PED 8551) – Prática Educativa – Módulo II
06/02/2010


RESUMO

O educador é o responsável pela socialização da criança em sua nova caminhada, na escola, sendo assim um dos responsáveis pelo desenvolvimento social, intelectual e crítico do seu educando. Não substituindo a família, mas sim completando esta tarefa que já deve ter sido iniciada em casa. A escola é o segundo grupo social do qual a criança faz parte, e por que não afirmar o que lhe transmitirá o maior conhecimento para sua interpretação do mundo. A criança que for bem estimulada no início desta jornada com certeza terá maiores condições de se tornar um bom cidadão, com o auxilio da família e da escola trabalhando juntas neste propósito.


Palavras-chave: Escola. Família. Socialização.


1 INTRODUÇÃO

A importância da preparação do aluno no início de sua caminhada como cidadão, auxiliando-o na compreensão de seus direitos e deveres, este é o compromisso da escola e de seus educadores. E é na escola, depois da família, que a criança adquire conhecimentos para sua vida social.

A escola trabalha a socialização da criança através da expressão oral, escrita e corporal. O seu raciocínio lógico deve ser desenvolvido junto com seu senso crítico, tanto na resolução de problemas matemáticos como na resolução de problemas do seu dia-a-dia, como na conscientização da preservação do meio ambiente, na aquisição de hábitos de higiene e boa alimentação, mas principalmente desenvolver no aluno a habilidade de interpretar.


2 O PAPEL DO PROFESSOR NA SOCIALIZAÇÃO DO ALUNO

A criança quando entra na escola já trás de casa uma bagagem de informações construídas nos seus primeiros anos de vida, a primeira noção de socialização é transmitida para criança através da família.
Segundo César Coll Salvador et al. (1999, p.146):

De maneira bastante geral, o processo de desenvolvimento das crianças inicia-se na família, sendo os pais os primeiros cuidadores e educadores ao mesmo tempo; é o primeiro contexto de desenvolvimento, que em todas as culturas é visto, mais cedo ou mais tarde, progressivamente ampliado. As crianças participam, assim, de outros contextos e interagem com outras pessoas em uma diversidade de modalidades.

Mas é na escola que estas informaçãos são amadurecidas e transformadas em conhecimentos para o resto de sua vida. Portanto o professor é o eixo de ligação da criança com a sociedade, junto com a família. A aquisição do saber vai desde o nascimento até a morte e é o processo de socialização. Adquirimos hábitos conforme os costumes da sociedade em que vivemos, ao interagir com outras pessoas é que adquirimos o conhecimento para nossa sobrevivência e na escola obtemos o posicionamento crítico para nossas escolhas.

O papel do educador, sua função de orientador e mediador é fundamental. O educador deve criar uma harmonia entre a apresentação de conteúdos teóricos e as práticas sociais do educando, auxiliando-o assim na formação de seu caráter. É muito comum o jogo de empurra entre família e escola, um tentando passar para o outro as suas responsabilidades e ambos esquecendo o objetivo principal que é o aluno. Para evitar estes transtornos escola e família devem procurar ações coordenadas para solucionar estes problemas.

Para dar início ao diálogo produtivo, ideias prontas devem ser desconstruídas. É essencial que os professore entendam o público para o qual prestam serviço (como está organizada a família contemporânea? Qual o papel dela na educação?). Por outro lado, a família deve compreender a missão e as propostas da escola e conhecer formas de contribuir com ela. (NOVA ESCOLA, 2009, p.102)

Nos dias de hoje, o educar está cada vez mais difícil, está sendo atribuído ao professor tarefas que antigamente eram exclusivas da família, devido ao fato das mudanças na sociedade, onde as mães precisam sair de casa para trabalhar e assim mais cedo colocam seus filhos nas escolas de educação infantil, ficando ao professor o compromisso de educar está criança.

A escola precisa aproximar a família do convívio escolar numa tentativa de reforçar o interesse dos pais pelo futuro de seu filho, oferecer oportunidades de acesso à cultura e não só a preocupação com a indisciplina na sala de aula, oportunizar a reflexão de questões relativas ao respeito ao próximo, suas culturas, orientação sexual, preservação do meio ambiente, entre outros temas. A escola deve se envolver mais diretamente com o convívio familiar, promovendo informações a todos e não somente ao aluno.

O comportamento dos estudantes não está ligado diretamente ao aprendizado, mas é visto como obstáculo ao ensino. A socialização primária (cumprimentar e esperar alguém terminar de falar para se manifestar, entre outros) é sim, uma das tarefas educativas da Infantil e em séries iniciais do Ensino Fundamental. Para contornar problemas de comportamento, família e escola acabam seguindo caminhos distintos, por vezes equivocados, de acordo com Luiza Silveira, da PUC-RS. Se os pais usam estratégias ambíguas, por exemplo, os professores apelam para métodos autoritários e querem que a família os reproduza. É preciso estabelecer práticas comuns – o que pode ser articulado num encontro entre coordenação pedagógica, docentes e familiares, fora da reunião de pais. (NOVA ESCOLA, 2009, p. 106)


As escolas na maioria das vezes só realizam reuniões para entrega de boletins, ou eventualmente quando a turma apresenta problemas. Principalmente no 2º ciclo do Ensino Fundamental as reuniões ficam mais escassas. Nas séries iniciais as reuniões são mais comuns, porém, a maioria dos pais está preocupada apenas com o aprendizado de conteúdos e não com a convivência dos filhos, com os demais. Nas grandes cidades, onde há um número maior de alunos por escola a socialização é mais difícil ainda.
No entanto, cabe a escola promover eventos que acolham estes pais e alunos. A escola promovendo encontros agradáveis para a comunidade fará com que todos se sintam melhor em participar dos eventos, chamando os pais e familiares para assistirem uma peça de teatro, produzidas pelos alunos, por exemplo, e por que não convidá-los para participar da organização. O aluno se sentirá valorizado e a família terá oportunidade de conviver com colegas de seus filhos.


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na elaboração deste trabalho pode constatar de essencial importância a participação de todos, família e escola, na socialização do aluno. Somente quando todos se conscientizarem que trabalhando juntos teremos um resultado satisfatório na preparação da criança para a vida.

O educador é ferramenta fundamental na transformação do educando em ser social. Preocupando-se em auxiliar este aluno e sua família na aquisição do saber, na interpretação dos problemas para assim juntos formarem um indivíduo de conscientização crítica e capaz de responder por seus atos e decisões na sociedade da qual faz parte.

A escola deve ser um local de enriquecimento cultural, intelectual e social. Participando ativamente do crescimento da comunidade a qual está inserida e não apenas na reprodução de conteúdos didáticos propostos em seu currículo anual. A preocupação com a socialização de seus alunos deve prevalecer em todas as suas disciplinas e não somente em conversas extraclasse.

A socialização nas escolas é de essencial importância para as crianças e adolescentes, mas só será completa quando todos, família e escola, trabalharem juntas em busca de soluções para os problemas da comunidade e nunca esquecendo que o maior interessado nessa conquista é o aluno. Somos nós pais e educadores que estamos formando a sociedade de amanhã, não podemos deixar para depois esta nossa responsabilidade.

Vamos começar já, principalmente nós, futuros professores, que escolhemos esta tarefa tão importante, vamos ser conscientes de nossas responsabilidades e cumpridores de nossos deveres como educadores e cidadãos.


REFERÊNCIAS

SALVADOR, César Coll (Org.). Psicologia da Educação. Porto Alegre: Artemed, 1999.
PALATO, Amanda. Sem culpar o outro. Nova Escola, São Paulo, n.225, p.102-106, set. 2009.

3 comentários:

  1. pedagogiando é muito fixe e a arte de ensinar com competências é ainda melhor.

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